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DICA DE LUXO

A Impotência em três atos.
 Estamos preparados para impotência?

25/07/2017

At. 1 - O AMOR.



 

É fantástico como quase todas as respostas da vida estão dentro da impotência e sempre temos que lidar com ela, seja a impotência sexual pós termino de relacionamento, seja a impotência perante o amor, quando percebemos que o amor é um plano sem perguntas, só respostas e por fim, e talvez a que mais tenha me doído essa semana, é a impotência temporal, não temos tempo para viver tudo que queremos, e temos que lidar  com isso, o tempo é um só e nós, não temos controle, será que somos meros expectadores da vida ou em algum momento podemos bater o nosso pau (ainda que borrachudo) na mesa?

 

O amor foi o meu primeiro contato com a impotência, é sofrido, mas é libertador, entender que o amor não propõe questionamentos te tira a culpa da conquista (ou da perda). Quando alguém te ama, esta pessoa te ama, e ponto. 

 

O “Porque" é transformado no “por que”,  a pergunta se faz resposta quando percebemos que não depende de nós, você é impotente, você não vai amar alguém por que quer, e você não vai convencer ninguém a amar você, o amor é uma força, não um sentimento, ele acontece sozinho, independente, é um grão que brota, nasce e morre trigo, vive e morre pão.

 

Nosso primeiro erro é tentar controlar esse grão, dizer o que ele vai ser, manter a semente na ilusão, por mais que a gente compre, escolha, cuide, nunca se sabe ao certo o que vai brotar de uma semente, como será seu fruto, doce? amargo? dará frutos? se você não deixar a semente brotar, nunca saberá.

 

E as vezes o que brota não é o que a gente quer, as vezes o que nasce não quer a gente, e o por que é simples, é por que sim, mudou, nasceu grão, viveu trigo e morreu pão, talvez para você isso não faça o menor sentido, mas isso também é algo que foge do seu controle, lide com seu pau mole.

 

Essa semana o Jarro (até bonito, com flores em alto relevo, e inteligente, muito inteligente) me bloqueou em todas as redes sociais existentes no planeta. Definitivamente as redes sociais levaram a síndrome do abandono para outro patamar, e esfrega nas nossas caras como as relações são descartáveis, talvez seja o tempo me mostrando que amores realmente terminam no escuro, sozinhos, e é nesse escuro, sem visão  que a castração froidiana vem a minha cabeça.  Para que me serve um órgão impotente? Quando eu não posso ver, Ainda tenho olhos? 



 

Entre encontros e “des…", desde o lobo até a chapeuzinho, sinto que não consigo ter tesão em mais de uma pessoa por vez, talvez eu tenha um tesão monogamico ou eu só seja impotente, passei semanas sem sentir um formigamento ou uma vontade, todo beijo era meio seco, todo toque meio aspero, e a lembrança do jarro sempre me vinha em todos os momentos, me tirando dali, e me levando de volta para o meu desejo por um só, não sei estar com outro se ainda estou com um.

 

E assim eu terminei em um Pub Inglês, ao som de rock dos anos 90, com uma companhia do tipo "vão? vamos"  depois de vários encontros terminamos no meu sofá(melhor investimento dos últimos tempos), o beijo foi se acostumando ao meu, o corpo encaixando ao meu, a pele deixando de ser áspera a minha, talvez nos polimos ao ponto de ser bom, voltei a sentir meu desejo, quando ele para, me olha e diz: Desculpa, mas quando gosto de alguém, não acontece sexo assim.

 

Fui impotente, sem nunca ter sido de fato brocha e percebi algo, nossa impotência está na vontade do outro, na do jarro em me bloquear, na do outro em não querer, e esta vontade é instintiva, não depende deles também, quando se ama, não consegue ficar muito tempo longe, quando a pele acontece, não se consegue evitar o sexo, no final somos todos animais, e o amor está no mesmo lugar da fome, você sente independente da sua vontade.

 

No amor, os términos não geram a impotência sexual, geram impotência emocional, a nossa vontade acaba no querer do outro, e isso pode gerar a perda do desejo,mas esse desejo volta, com um PUB Inglês, um passeio no parque, um filme no sofá, ele só não quebra a barreira da falta do domínio pela vontade do outro, e temos que lidar com a impotência, independente de quantas pessoas estiverem envolvidas nesses quadriláteros.

 

Eu descobri que eu tenho uma impotência temporal, eu não consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo, amar por exemplo, só um de cada vez, posso começar a me entregar ao próximo sutilmente, e ver como tudo acontece, mas, isto não é uma regra, finalizando o texto eu ouvi uma conclusão muito mais inteligente que a minha…



 

- Eu? eu também não consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo, faço uma de cada vez.


- Mas você estava transando a três ontem!


- Opa, mas não eram dois atos, duas coisas para fazer, era dupla penetracão. (Falei que tinha que citar isso no texto, rimos muito, apanhei, mentira)

 

No amor isso de fato não funciona comigo, mas essa resposta me fez refletir minhas outras impotências, esse ano eu fui escritor, palestrante, advogado, dono de restaurante e um amador da arte, não consigo administrar todos estes EUS em tantos quartos diferentes, mas, se eu coloco todas minhas funções profissionais dentro de uma só cama talvez eu consiga administrar tudo, ao mesmo tempo, e no final, ainda ter prazer. BINGO! Genial.

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