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DICA DE LUXO

O talentoso Paulo Casate

09/07/2018

 

Transformar engenharia em arte. Transformar um sonho em algo belo e funcional. Transformar sobras de madeiras em peças de design autoral.

Foi com este propósito que Paulo Casate, depois de 35 anos no mundo corporativo, aposentou o terno e mergulhou em seu ateliê, cercado de floresta, num sítio em Marechal Floriano, região serrana do Espírito Santo. Lá, buscou inspiração na natureza para dar cor e forma aos muitos croquis feitos a lápis e, agora, pela primeira vez, vai expor o seu trabalho ao público.

Paulo Casate foi convidado pela curadora Adélia Borges, especializada em design, escritora, jornalista e professora de história do design, para participar da exposição Móvel Capixaba: Passado e Presente, com produção do Studio Ronaldo Barbosa e realização do Sesi ES. A abertura é nesta quinta-feira (12), às 19 horas, no Sesi Arte e Galeria.

Descendente de italianos e filho de marceneiro, Paulo Casate vai expor a Mesa Zeta Vino, uma peça desenhada em formato de Z, como o próprio nome remete, para acomodar a garrafa de um bom vinho. “Eu sempre dou nomes italianos às minhas criações e busco alternar cor e forma nas peças feitas,preferencialmente, a partir de sobras de madeira certificada”, revela.
Casate pode levar até um mês para produzir determinada peça.

A Mesa Zeta é uma das 30 peças decorativas que já conseguiu produzir. Além da madeira maciça, são empregados outros produtos naturais e materiais elaborados tais como aço, vidro, resinas e vernizes. E não aceita encomenda. “Vai me tornar uma fábrica. Não quero.”, diz taxativo do alto dos seus 35 anos de atuação como gestor executivo da maior companhia elétrica do Estado.

O design em madeira de Casate está estruturado de forma a oferecer duas categorias de peças decorativas: a Peça Única e as Séries Limitadas. Para as Séries Limitadas é produzida apenas uma quantidade pré-determinada de peças idênticas, todas numeradas em sequência a partir de 1 até o limite estabelecido para aquela série, garantida a sua autenticidade por um certificado.

Uma curiosidade: as quantidades máximas de peças das Séries Limitadas serão sempre os números primos 2,3,5,7,11,13,17,19 e 23. Nenhuma Série Limitada será composta por mais de 23 peças. Todo o processo de fabricação, de arranjo de cores e de acabamento é artesanal, o que determina a identidade de cada peça.

Por que números primos? “Porque o número primo é único eele não se divide com ninguém. É uma forma de interagir com o mundo, deixando a minha própria marca.”

A exposição fica em cartaz até o dia 16 de setembro na galeria do Sesi, localizada no térreo do Edifício da Findes, na Reta da Penha. A mostra vai apresentar a trajetória da produção moveleira capixaba com peças, imagens e textos que abrangem do século 19 aos dias atuais. 

 

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