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DICA DE LUXO

Melasma: saiba como o pigmento é manifestado e as formas de tratamento

03/05/2019

 

Algumas manchas escuras na pele, principalmente na região da face (bochecha, região frontal e queixo), podem ser sintomas de melasma e possuem tratamentos que ajudam a evitar que se espalhem e tomem proporções ainda maiores.

O melasma é uma hipermelanose crônica, condição caracterizada pelo surgimento de manchas escuras na região do rosto, mas que também podem expandir pela região dos braços, pescoço e colo. Esse pigmento pode se desenvolver em ambos os sexos, mas sua maior ocorrência é no sexo feminino, principalmente em períodos gestacionais.

“Não há uma causa definida, mas muitas vezes esta condição está relacionada ao uso de anticoncepcionais femininos, à gravidez e, principalmente, à exposição solar.” diz a dermatologista Katia Faria, professora da UVV. Ela ainda afirma que além dos fatores hormonais e da exposição aos raios solares, à predisposição genética também influencia no surgimento desta condição.

Segundo a biomédica Dra Nathalia Volpi, da Naked Laser Vitória, o tratamento do melasma é um desafio, devido à sua cronicidade e o principal objetivo do tratamento se baseia no clareamento das lesões e a prevenção e redução da área afetada, com o mínimo efeito adverso.

Atualmente existem vários tipos de tratamentos contribuem para a diminuição das manchas e evitam a volta do pigmento. Os principais métodos utilizados são: uso de despigmentantes tópico, peelings químicos, microagulhamento, intradermoterapia, Luz Intensa Pulsada e lasers.

A biomédica Dra Nathalia Volpi explica um pouco sobre cada um deles:

Despimentantes: substâncias despigmentantes ou clareadoras da pele apresentam resultados satisfatórios, porém não é conseguido imediatamente, pois a despigmentação é gradual. Existem diversos disponíveis no mercado, entre eles podemos citar: ácido kójico, arbutin, ácido ascórbico, ácido azeláico e a hidroquinona (que deve ser usado com muita cautela).

Peeling Químico: utilizados há anos no tratamento do melasma. Constitui na esfoliação acelerada ou injúria à pele, induzida por agentes cáusticos que provocam dano controlado a pele. Entre eles destacam-se: ácido glicólico, ácido retinóico, ácido lático entre outros.

Laser: Os sistemas de laser mais comuns para o tratamento de lesões pigmentadas são os lasers rubi 694 nanômetros (nm), alexandrite QS (755 nm) e Nd:YAG Q-switched (1064 e 532 nm). O laser Nd:YAG QS pode atuar a dois comprimentos de onda, a 1064 nm ou na zona do verde a 532 nm.

Luz Intensa Pulsada: Em alguns estudos obtiveram-se bons resultados no tratamento do melasma epidérmico e misto. Porém, o uso da luz intensa pulsada tem que ser utilizada com muito cuidado pois podem ocorrer efeitos secundários como hiper e hipopigmentação.

Intradermoterapia: técnica minimamente invasiva que consiste em aplicações de ativos estéreis em quantidades pequenas através na pele. O ácido tranexâmico tem sido estudado como alternativa para o tratamento do melasma.

Microagulhamento: Procedimento realizado com microagulhas que provocam pequenas lesões controladas na pele induzindo a formação de colágeno, elastina e renovação celular. Após a perfuração da pele abertos canais na pele que ajudará na permeação do ativo com maior intensidade. Dessa forma durante o tratamento do melasma é realizado o drug delivery, termo em inglês que significa entrega da medicação nas camadas mais internas da pele. Os ativos utilizados no tratamento do melasma possuem ação despigmentante e antioxidantes que irão ajudar no clareamento.

A Dra. Nathalia Volpi ainda recomenda adicionais para o sucesso do tratamento, como por exemplo: proteção contra os raios solares, a descontinuação de pílulas anticoncepcionais, suspensão do uso de alguns produtos cosméticos, investigação de doenças, alterações hormonais e inclusão de hábitos diários de cuidados com a pele.

“Ademais, o clima tropical, a exposição constante ao sol e a miscigenação racial, são fatores que interferem no controle do melasma. Portanto, acima de qualquer tratamento, a conscientização da importância do uso de protetor solar deve ser padronizada, visto não só a melhor eficácia ao tratamento desta hipermelanose como também no combate do câncer de pele, insolação, queimaduras, envelhecimento precoce, flacidez, lesões, entre outras complicações.” Afirmou a biomédica. 

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