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DICA DE LUXO

FAFI reabre as portas com peça inspirada em clássicos do teatro

10/07/2019

 

“O oposto da morte é o desejo. Você se admira? Como é possível que se admire?”,. O questionamento é de Blanche DuBois, personagem do norte americano Tennessee Williams, em Um Bonde Chamado Desejo (1947). Ela, que representa a exuberância, eloquência e inconformismo com as convenções sociais, compõe a costura de oito cenas propostas pelo exercício cênico da turma de estudantes de teatro da Fafi.

O exercício cênico Flores para os Vivos convoca os intérpretes em formação no Curso Técnico em Teatro da Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi) a um mergulho laboratorial na sala de ensaio, no qual experimentam a criação de personagens e vivenciam o processo criativo de um espetáculo teatral. A peça será apresentada no Palácio da Cultura Sônia Cabral, no próximo dia 21 (domingo) às 18 horas, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

A Casa de Bernarda Alba (1936) traz um diálogo conflituoso entre Bernarda Alba (Juliana Corona) e La Poncia (Danielen Brandão), sua criada, em uma relação permeada de segredos, ressentimentos, autoritarismo e fome de vingança. Do mesmo autor, Federico Garcia Lorca traz em Bodas de Sangue (1932) o acerto de contas entre Mãe (Daiane Eilert) e Noiva (Karolina Lopes), que, após a morte de Noivo e Leonardo, se aprofundam no luto e em conflitos morais da aristocracia rural espanhola. Maria Stuart, de Friedrich Schiller (1801) apresenta o reinado de Elizabeth I (Jamili Saade) na Inglaterra sob o manto da fé protestante e do questionamento da legitimidade de seu trono, em um mundo dominado por homens. Sua opositora escocesa, Mary Stuart (Martha Caliari), está decidida a reivindicar o que acredita ser dela, em um encontro cheio de tensões pessoais, históricas, sociais, políticas e religiosas.

Ao som do blues de Nova Orleans, Um Bonde Chamado Desejo (1947), convida as irmãs Stella Kowalski (Norrayne Lyrio) e Blanche DuBois (Thayna Francisca) a um reencontro que promete revelações e surpresas após anos de distância. No subúrbio carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida (1953) traz a relação de Zulmira (Mariana Eilert) com a morte. Diante de um diagnóstico terminal e por uma perspectiva extracotidiana, Zulmira revela o responsável por financiar o luxo de seu enterro, o que abala a monotonia e aparente paz de seu marido Tuninho (João Victor).

É véspera de Natal em A Mais Forte, de August Strindberg (1889), e um café de Estocolmo vira palco do encontro das atrizes Sra. X (Maria Helena Ferreira), e Srta. Y (Danielen Brandão). Ligadas ao mesmo homem, o jogo de ideias e poder entre elas mostra um conflito entre passado e o presente, repleto de cinismo, culpa e ressentimentos. De volta ao subúrbio carioca, Gota D’água, de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes (1975), é um compilado de ausências e excessos de sentimentos, encontros, separações e recomeços. O ex-casal Jasão (Carlos Rosado) e Joana (Indra Fairbank), se coloca frente a frente em um acerto de contas trabalhado na visceralidade dela e na malandragem dele. Em um momento em que convicções surdas impedem o encontro, Eles não Usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri (1958), apresenta o conflito entre pessoas que se amam, mas não se entendem. O pai, Octávio (Joca Simonetti), ama, mas tem a responsabilidade em formar o outro. Enquanto Tião (Heytor Gonçalves) ama, mas tem a necessidade de liberdade, de crescer e de ser ele mesmo.

O orientador e instrutor da turma, Antônio Apolinário, ressaltou que a ideia de abrir os trabalhos ao público é oferecer aos alunos vivência prática dos conceitos estudados e a possibilidade de testar e experimentar montagens de cenas e espetáculos teatrais, além de voltar a mostrar à população as produções da escola.

“Memórias, sentimentos e sentidos são acionados em um espaço cênico tingido pela iluminação, o figurino, a cenografia, a maquiagem e a música. A arte do teatro é, por excelência, a arte do encontro e da presença, e é necessário compartilhar a obra criada: esse é seu sentido maior, sua razão de ser. É nesse rito de comunhão com a plateia, para o qual convidamos o público, que o teatro renasce e renova sua força”, afirmou.

Serviço: Flores para os Vivos
Apresentação do exercício cênico do módulo II do Curso Técnico em Teatro da Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi)

Data: 21 de julho (domingo)
Horário: 18 horas
Local: Teatro Sônia Cabral - Praça João Clímaco, s/n - Centro, Vitória
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia)
Disponível na bilheteria do teatro, de 12h às 18 horas 

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