DICA DE LUXO

Baixa reserva ovariana e como ela pode afetar a gravidez

26/07/2019

 

Nas últimas décadas o desejo da maternidade tem dividido espaço com estudos, carreira profissional e outras formas de realização pessoal, fazendo com que os planos de engravidar sejam adiados.

Geralmente, o desejo de gestação surge por volta dos 35 anos, idade que coincide com a redução mais significativa da reserva ovariana. Tal reserva consiste no estoque de óvulos que a mulher tem nos ovários, desde o nascimento até a menopausa, sendo que a mesma não se renova.

A cada mês, a quantidade de óvulos diminui, sendo esta redução, sutil até os 34 anos, e mais relevante após os 35 anos, e assim, progressivamente.

Após os 40 anos, a chance de engravidar é bem reduzida, cerca de 5% ao mês. Outro agravante dessa faixa etária é a qualidade dos óvulos, que sofre um prejuízo com o passar dos anos, levando ao aumento do risco de malformações embrionárias, que costumam causar abortamentos espontâneos e/ou doenças genéticas.

Por isso, é importante programar a maternidade e não deixar para pensar no assunto somente após os 35 anos.

Ao perceber que a maternidade ganhará espaço apenas mais tardiamente, a mulher pode recorrer ao congelamento dos óvulos, o que lhe permitirá engravidar após os 40, com óvulos jovens, mais saudáveis e com maior potencial de sucesso.

Além da idade, outros fatores que permitem estimar a reserva ovariana são: o Hormônio Folículo Estimulante (FSH), o Hormônio Anti Mulleriano (AMH), esses são aferidos no sangue, e a ultrassonografia para Contagem de Foliculos Antrais (CFA).

Caso um ou mais desses fatores estejam alterados antes dos 35 anos, podemos ter o diagnóstico de Falência Ovariana Prematura (FOP), que pode ocorrer ainda que a mulher esteja menstruando normalmente.

“Os principais fatores que propiciam a FOP são: exposição a agentes quimioterápicos, cirurgias ovarianas ou pélvicas, doenças genéticas e hereditariedade, mas muitas vezes, não é possível estabelecer a causa”, alerta a Drª. Layza Merizio Borges, doutora em reprodução humana.

“ A avaliação é importante porque se for constatado que existe uma baixa reserva ovariana, a mulher tem a possibilidade de preservar sua fertilidade através de técnicas de reprodução assistida”, afirma.
 

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