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DICA DE LUXO

Mitos e fake news prejudicam trabalho de imunização de crianças e adultos

17/10/2019

 

O mundo está vivendo um surto de sarampo, de acordo com relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O documento revela que mais de 364 mil casos da doença foram notificados somente no primeiro semestre de 2019. O Brasil reflete o cenário mundial, o Ministério da Saúde divulgou que já foram 6.640 pessoas tiveram diagnóstico positivo para o sarampo. No Dia Nacional da Vacinação, comemorado em 17 de outubro, a necessidade da imunização é reforçada ainda mais por esses dados. De acordo com a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do São Bernardo Apart Hospital, Marina Da Rós Malacarne, muitos mitos têm atrapalhado o serviço de imunização causado um desserviço à saúde da população.

“As vacinas são importantes porque previnem doenças que, antes, eram fatais ou extremamente incapacitantes como sarampo, gripe, poliomielite e meningites. Não se vacinar é um desserviço a toda população, pois o ‘não-vacinado’ se coloca em risco e também a todos ao seu redor. Adultos devem checar sua carteirinha de vacinação e a manter atualizada sempre. Trata-se de um documento, e deve receber a devida importância”, orienta.

A infectologista alerta que mitos que envolvem vacinas que dizem que elas podem provocar autismo, ter efeitos colaterais prejudiciais e até provocar a morte, não procedem. “Há também o movimento antivacina, que foi considerado uma das 10 ameaças para a saúde mundial, segundo a OMS. Eles vêm crescendo no mundo todo, inclusive no Brasil, que sempre foi exemplo internacional de imunização. O conteúdo anti-vax na internet promove crenças errôneas, incluindo a ideia de que a poliomielite não existe. Notamos que, infelizmente, a internet corrobora com a disseminação desse movimento de forma exponencial, incluindo a venda de livros antivacina. Vacinas não causam autismo. Essa crença errônea precisa cair por terra”, ressalta Marina.

Alerta ES

Nesta situação de surto de sarampo, o Espírito Santo já confirmou dois casos da doença, sendo ambos em Cariacica. Das 243 notificações recebidas, 203 foram descartadas e 38 seguem em investigação, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde.

Marina explica que o sarampo acomete pessoas de qualquer idade, porém, o risco de complicação é maior em crianças menores de 2 anos, imunocomprometidos e desnutridos. Os sintomas do sarampo são tosse, febre, manchas avermelhadas pelo corpo, coriza e conjuntivite. “Uma porcentagem dos acometidos evoluem para formas graves que cursam com pneumonias, lesões no sistema nervoso e convulsões”, detalha a médica.

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo está em andamento e, no dia 25 de outubro, acontece o Dia D de mobilização nacional. O Espírito Santo receberá mais de 37 mil doses da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
 

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